Como falar com os filhos sobre relacionamentos?
Conversar sobre sexo com os filhos ainda é um tabu para um grande número de pais. Mas antes de qualquer coisa, os pais devem acolher com carinho e empatia as dúvidas e dores dos filhos. Confira agora a nossa conversa com a psicóloga infantil, Sarah Castelo Branco, e com a empresária Carol Silveira sobre o assunto.
Você que é pai ou mãe já se perguntou se você está preparado ou preparada para falar sobre relacionamento e sexo com seus filhos?
Dificuldade de falar com os filhos
Falar sobre relacionamento e sexo com os filhos é um tabu para os pais, porque “a transição é difícil e sempre vai ser cedo. Os familiares têm dificuldade de trazer esses assuntos para casa, pois eles se sentem dando ‘carta branca’ para a introdução desse universo para os filhos”, conta a psicóloga infantil Sarah Castelo Branco.
A importância de falar a verdade
Os pais têm uma sensação de permissividade, mas não deveriam porque falar sobre isso com os filhos é algo muito instrutivo. É importante ressaltar que muitos familiares ‘escondem’ a verdade dos pequenos quando precisam conversar sobre gravidez, por exemplo, onde contam a história da cegonha para explicar o fato.
Segundo a psicóloga infantil, é importante se aproximar mais da verdade. No caso da cegonha, mais da Biologia, pois não há nada de errado falar sobre sexo de uma forma biológica. De acordo com cada idade e maturidade, você pode adaptar termos e omitir outras coisas, mas a verdade precisa prevalecer.
O ideal é nunca deixar os filhos sem respostas, mesmo que as perguntas sejam difíceis de responder. Isso passa segurança para os pequenos, além de ser melhor eles aprenderem sobre os temas com os pais do que com pessoas de fora.
Quando conversar com os filhos sobre relacionamento e sexo
O momento perfeito para conversar com os filhos é quando começarem a surgir as dúvidas. “Os temas de relacionamento e sexo devem ser abordados com eles quando estiverem com curiosidade”, ressalta a especialista.
Caso prefiram, os pais também podem chamar os filhos para um diálogo perto da adolescência, pois nesse período já se começa a aflorar os hormônios e vir a questão do sexo. “A instrução deve acontecer. Como é um assunto um pouco mais íntimo, os filhos podem não se aproximar dessa conversa por vergonha”, explica Sarah Castelo.
Conversando sobre decepção amorosa
Em relação à decepção amorosa, os pais devem ter uma atitude compreensiva e não tratar como bobagem, pois a dor que o filho sente é legítima. Ou seja, devem dar colo, carinho e palavras de conforto.
Um ponto que é importante trabalhar em casos de decepção amorosa dos filhos é a questão da autoestima. “O fato de um relacionamento não ter dado certo, não deve ser interpretado como se houvesse algo de errado com a pessoa que, é um raciocínio comum. Nisso os pais podem ajudar”, revela a psicóloga infantil.
Pais confidentes
A questão dos filhos enxergarem os pais como confidentes e pessoas com quem se pode contar é primordial para a relação entre pai e filho. Por isso, essa construção deve acontecer cedo, porque em momentos delicados, por exemplo, os familiares têm mais abertura e passam confiança para um diálogo.
Namoro na adolescência
Sobre os limites no namoro dos adolescentes, Sarah Castelo Branco aborda que um namoro saudável em qualquer fase é aquele que não atrapalha a rotina e as prioridades, como estudo, qualidade de sono, dentre outros. Um namoro saudável é equilibrado e não causa prejuízo.
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Matéria originalmente veiculada no programa de 9 de junho de 2019.
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