Surdez: entenda os tipos, as causas e o diagnóstico
23/11/2021
A surdez é uma condição na qual o indivíduo não consegue ou tem dificuldade de ouvir. O sistema responsável pela capacidade auditiva, que leva os estímulos sonoros até o cérebro, é complexo e pode ser afetado por vários motivos, causando a situação.
Para te ajudar a entender mais sobre o assunto, elaboramos um conteúdo com definições a respeito da surdez, seus tipos, causas e possíveis tratamentos. Continue a leitura e confira!
Surdez: o que é
A surdez pode ser descrita como a impossibilidade ou dificuldade de ouvir. O termo médico utilizado para indicá-la é hipoacusia. A condição pode se dar por inúmeras causas e ser temporária ou definitiva.
Além da perspectiva clínica, é importante ressaltar a dimensão social e cultural da surdez. Para muitos surdos, a condição não é vista como uma deficiência ou falta de algo, mas sim como um outro modo de experienciar o mundo.

Os aspectos sociais e culturais da surdez não podem ser deixados de lado.
Isso significa que muitos indivíduos percebem a surdez como um marcador de identidade, compartilhamento de vivências e de cultura. Para eles, a nomenclatura é um motivo de orgulho e traz consigo muita potência.
Apesar disso, é relevante citar que o termo deficiência auditiva também é utilizado por muitas pessoas da própria comunidade surda e está presente em legislações, como a Lei N° 13.146 de 2015, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Tipos de surdez
A surdez pode contar com uma ampla variação de graus de perda auditiva e também com distintas causas. No entanto, sua principal divisão é em três tipos. Veja quais são eles:
- Surdez condutiva: afeta o ouvido externo e/ou médio, impedindo ou dificultando que os estímulos sonoros cheguem ao ouvido interno. Ela pode ocorrer por inúmeros motivos e tanto em um como nos dois lados;
- Surdez neurossensorial: é caracterizada por um comprometimento no ouvido interno, que impede que os estímulos sonoros consigam chegar ao cérebro. Ela pode contar com diferentes níveis e ser unilateral ou bilateral;
- Surdez mista: é definida pelo acometimento no ouvido interno em conjunto com o ouvido externo e/ou médio.
Graus de perda auditiva
A surdez pode ser classificada de acordo com o nível da perda auditiva. Ela é considerada leve quando a pessoa só consegue detectar sons que estão entre a faixa de 25 a 40 decibéis.
Já a surdez moderada é a que o indivíduo tem como som mais suave e perceptível o que está entre 40 e 70 decibéis.
A surdez severa, por sua vez, faz com que a pessoa só consiga ouvir sons que estão na faixa entre 70 e 90 decibéis.
O indivíduo que possui uma perda auditiva profunda só pode ouvir sons acima de 90 decibéis.

A surdez pode ocorrer em diferentes níveis.
Principais causas
Como dito anteriormente, as causas da surdez podem ser várias. A perda auditiva pode ocorrer, por exemplo, pelo rompimento do tímpano ou bloqueio do ouvido médio por conta de cera e outras secreções.
Outra possibilidade é a exposição contínua a ruídos de alta intensidade, o que pode ocasionar uma diminuição progressiva da audição. Infecções no ouvido e doenças como meningite e esclerose múltipla também podem causar surdez.
A propensão genética é outra possível causa de perda auditiva, assim como o envelhecimento. Os tumores na região e o uso de determinados medicamentos também podem gerar atenuação da capacidade auditiva.
Além disso, a surdez congênita pode se desenvolver nos bebês durante a gravidez e ter como causa doenças ocorridas na mãe, como a rubéola, o uso de medicamentos ototóxicos, disposições genéticas e problemas no parto.
Diagnóstico
O médico responsável pelo diagnóstico da perda auditiva é o otorrinolaringologista. O profissional irá avaliar a condição do paciente, por meio de perguntas e exames físicos, a fim de entender se a condição é realmente existente e qual sua causa.

Médicos otorrinolaringologistas são responsáveis pelo diagnóstico da surdez.
Outro respaldo importante nesse processo são os exames de audiometria, que ajudam a constatar o nível de perda auditiva e se o comprometimento é unilateral ou bilateral. Também podem ser usados recursos como a impedanciometria e os exames de imagem.
Com o diagnóstico fechado, o médico pode analisar se é possível realizar tratamentos e quais deles podem ser os mais efetivos.
Possibilidades de tratamento
O tratamento para surdez varia de acordo com o que a origina. Em alguns casos, como os de otosclerose e perfuração do tímpano, podem ser indicadas cirurgias corretivas.
Já em situações como a obstrução do ouvido médio por conta de cera ou secreções, que podem causar a chamada surdez súbita, uma limpeza pode ser a solução.
Além disso, implantes cocleares e aparelhos auditivos são instrumentos que permitem diminuir a perda auditiva em casos diversos de surdez.
Os tratamentos fonoaudiológicos também podem ser essenciais para o desenvolvimento das habilidades de comunicação das pessoas surdas, especialmente crianças.

As terapias fonoaudiológicas contribuem muito para as práticas comunicativas das pessoas surdas.
Convivendo com a surdez
Apesar de existirem tratamentos e aparelhos que permitam minimizar o nível de perda auditiva, também é fundamental destacar que é possível conviver com a surdez e que as pessoas ouvintes devem se conscientizar a respeito da condição.
A necessidade de difusão da Língua Brasileira de Sinais, também conhecida como Libras, é um exemplo disso. Muitos surdos utilizam a língua gestual-visual para se comunicar, e ela desempenha um papel imprescindível na vida dessas pessoas. Logo, quanto mais indivíduos souberem se expressar em Libras, mais fácil se tornará seu cotidiano.
Além disso, ao contrário do que muitos pensam, os surdos não são mudos. Uma boa parte das pessoas com perda auditiva é, inclusive, oralizada. Isso significa que elas utilizam línguas nas modalidades oral; oro-facial, com ajuda da leitura de lábios; ou escrita para se comunicar.
A surdez é uma condição que impacta diretamente a forma como as pessoas percebem o mundo. O diagnóstico correto permite encontrar os possíveis tratamentos e pode facilitar o processo de desenvolvimento das habilidades comunicativas e sociais.
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