Queda de idosos: perigos, como evitar e o que fazer
Atualizado em: 10/01/2023
Os tombos são comuns em nossas vidas quando estamos aprendendo a andar, mas também no envelhecimento. A queda de idosos é um problema que acomete um em cada três indivíduos acima dos 65 anos.
Os dados são do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). E os riscos aumentam conforme a idade. Quatro em cada dez pessoas com mais de 80 anos sofrem, ao menos, uma queda por ano.
Mesmo sendo um problema já conhecido, podemos entender o que leva as pessoas mais velhas a sofrerem tantos acidentes e como evitá-los. Siga com a leitura e descubra por que o idoso está mais suscetível a quedas.

Por que os idosos estão mais sujeitos a quedas?
Quando uma criança aprende a andar, ela está, ao mesmo tempo, desenvolvendo o equilíbrio necessário para se manter em pé enquanto faz os movimentos com as pernas. Ao envelhecer, vamos perdendo essa estabilidade.
Com a idade avançada, perdemos, aos poucos, a conexão cerebral com o músculo, atrasando nossa resposta a qualquer tipo de movimentação. A fraqueza muscular é um dos principais motivos pelo qual o risco de queda em idosos é mais alto.

Além da fraqueza dos músculos, a diminuição da qualidade de visão e audição, a perda de sensibilidade por distúrbio neurológico, as consequências de doenças crônicas e, até mesmo, o efeito colateral de remédios podem colaborar para o número de acidentes ser tão alto.
Fatores externos também podem ser considerados, como pouca iluminação, superfícies escorregadias, móveis baixos ou soltos, rampas e escadas sem corrimão e pisos irregulares. Como a grande maioria das quedas acontece em casa, esses lugares precisam ser adaptados para a segurança do idoso.
Quais são as consequências desses acidentes?
Dependendo da gravidade, alguns idosos precisam de cuidados especiais para se recuperar. Em caso de quedas perigosas, a perda da funcionalidade, a necessidade de próteses e o uso de bengala ou andador estão entre as consequências.
Em situações mais graves, o paciente pode ficar acamado e levar a quadros de tromboembolismo venoso, lesões, traumatismo, infecções e até a morte.

As quedas também produzem efeitos psicológicos negativos, fazendo com que o idoso fique com medo de cair novamente e se isole, pare de se exercitar e, até mesmo, apresente quadro de transtornos de pânico e ansiedade.
O que fazer em caso de queda de idosos?
O primeiro passo ao ver um idoso caindo ou encontrá-lo após a queda é verificar se ele está consciente. Espere pela resposta dele e pergunte o que está sentindo ou se tem dor em alguma parte do corpo. Veja se ele possui machucados, sangramentos ou fraturas.
Evite movimentar o idoso. Se a queda não foi tão grave, faça-o ficar sentado ou deitado por um tempo até ele se recuperar. Ajude-o a encontrar uma posição ereta e confortável. Caso não consiga se movimentar ou demore muito para reagir, solicite ajuda médica.

Embora o idoso não tenha se machucado gravemente, é importante consultar um geriatra para investigar se não há nada de errado internamente. O médico pode solicitar exames, raio-x e ressonância para eliminar qualquer tipo de suspeita. Observar a evolução dos hematomas e adotar medidas para a diminuição das dores também são fundamentais para o cuidado após a queda.
Como prevenir a queda de idosos?
Com o objetivo de auxiliar idosos, familiares e cuidadores a identificarem os possíveis riscos, assim como adaptações para deixar o ambiente seguro, o Ministério da Saúde elaborou a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa com 11 medidas de prevenção de queda em idosos. São elas:
- Evitar tapetes soltos;
- Escadas e corredores devem ter corrimão nos dois lados;
- Usar sapatos fechados com solado de borracha;
- Colocar tapete antiderrapante em espaços como banheiro e cozinha;
- Evitar andar em áreas com piso úmido;
- Não encerar a casa;
- Não deixar móveis e objetos espalhados pela casa;
- Deixar uma luz acesa à noite, para o caso do idoso precisar se levantar;
- Esperar que o ônibus pare completamente para subir ou descer;
- Utilizar sempre a faixa de pedestre;
- Se necessário, usar bengalas, muletas ou outros instrumentos de apoio.
Atividades físicas, como caminhadas, musculação e pilates, atuam no fortalecimento da musculatura e colaboram com a qualidade de vida do idoso. Exercícios na água também são recomendados e sempre com a presença de um profissional capacitado.
A queda é uma questão grave e deve ser levada a sério por todos, sejam familiares, cuidadores, médicos e até pelo próprio idoso. Para que as estratégias preventivas tenham sucesso, é necessário ter a conscientização do problema.
Agora que você já sabe mais sobre a prevenção e os cuidados em caso de queda de idosos, continue acompanhando o portal Sempre Bem e leia mais conteúdos essenciais para cuidar da saúde!