Pelos no rosto feminino: o que é o hirsutismo e como tratar?
Atualizado em: 16/09/2022
O excesso de pelos no rosto feminino, condição conhecida como hirsutismo, tem ligação com alterações hormonais, seja com o aumento da produção de testosterona ou com a redução do estrogênio.
Além do rosto, os pelos podem aparecer em maior quantidade no peito, na barriga, nos braços, na parte interna da coxa e nas costas. Não se trata de um problema grave de saúde, mas pode gerar sensações desconfortáveis, transtornos emocionais e até distorção da própria imagem em razão das manifestações estéticas.
O hirsutismo também pode acender o alerta e ser o sintoma de uma doença que exige diagnóstico e tratamento.
Mas o hirsutismo feminino tem tratamento? Sim, e é feito tanto com medicamentos para regulagem dos níveis hormonais quanto com procedimentos estéticos, que removem o excesso de pelos.

Sintomas do hirsutismo feminino
O principal sinal é fácil de identificar e basicamente se resume aos pelos grossos e escuros acima do lábio, no queixo, no peito, na parte interna das coxas, na barriga e nas costas.
Em vez da presença de pelinhos finos, que geralmente crescem nessas áreas, são observados pelos com as características que descrevemos acima.
Outros sinais do hirsutismo feminino são:
- voz mais grave
- aumento do clitóris
- seios pequenos
- aumento de massa muscular
- aumento do desejo sexual
- queda de cabelo
Esses sintomas podem surgir ao longo do tempo e a esse processo a medicina chama de virilização.
Causas do excesso de pelos no rosto feminino e em outras áreas
Segundo a medicina, em muitos casos, o hirsutismo não tem uma causa totalmente definida. Entretanto, existem algumas condições associadas ao excesso de pelos na mulher.
Uma delas é a maior produção de andrógenos. Todas nós temos esses hormônios, mas pessoas com hirsutismo os produzem mais. Isso acontece por um desequilíbrio nas glândulas adrenais ou nos ovários.
Outra causa dessa condição é a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), um distúrbio endocrinológico que faz com que pessoas do gênero feminino produzam mais hormônios sexuais masculinos. A SOP também acarreta em acne, menstruação irregular, resistência à insulina, obesidade, diabetes, múltiplos cistos no ovário e infertilidade.
A Síndrome de Cushing também pode ser responsável pelo crescimento anormal de pelos e consiste na presença de níveis altos de cortisol pela utilização de hormônios sintéticos ou por alterações nas glândulas suprarrenais. Esse distúrbio também pode provocar má cicatrização, pressão alta e diabetes.
O hirsutismo feminino também pode ocorrer por hiperplasia adrenal congênita, doença que gera baixa produção de cortisol e aldosterona pelas glândulas suprarrenais, que, consequentemente, começam a fabricar hormônios androgênios de forma descontrolada.
Tumores que afetam a produção hormonal também podem ter ligação com o fato de uma mulher ter pelo no rosto em maior quantidade.
O uso de alguns medicamentos pode desencadear essa condição, tais como os ativos para tratamento de doenças de tireoide, depressão e calvície, além de esteroides anabolizantes.
Embora geralmente esteja associado a um descontrole dos níveis hormonais, nem sempre o hirsutismo tem essa causa. Algumas pessoas do gênero feminino que apresentam a condição não produzem hormônios sexuais masculinos em excesso, têm a menstruação regulada e não têm problemas de fertilidade.
Nesses casos, existe a suposição de que fatores genéticos estejam ligados ao maior volume de pelos no corpo. Esse quadro é denominado hirsutismo idiopático.

Diagnóstico do hirsutismo
Os médicos mais aptos a dar um diagnóstico são o ginecologista, endocrinologista ou o dermatologista. A análise inicial consiste em um exame físico nas regiões com excesso de pelos.
Para essa avaliação, pode ser utilizada a Escala de Ferriman-Gallwey, que analisa a presença de pelos nas seguintes áreas do corpo: acima do lábio superior, queixo, peito, abdômen superior, abdômen inferior, braços, coxas, costas e glúteos.
Cada região recebe uma pontuação, que vai de zero a quatro, conforme a quantidade de pelos. Número perto de zero quer dizer que o hirsutismo é leve ou inexistente, e um resultado alto, que é mais grave.
O médico também pode solicitar outros exames, como medição de níveis hormonais e ultrassom de úteros e ovários.
Tratamentos para o hirsutismo feminino
O hirsutismo tem tratamento e o primeiro passo é fazer o controle das causas do transtorno. O médico pode solicitar perda de peso, caso necessário, até porque o tecido adiposo sintetiza vários hormônios e aumenta a resistência à insulina. Essa intervenção vai ajudar a equilibrar os níveis hormonais.
Os medicamentos também podem ser utilizados para regulação hormonal e, consequentemente, reduzir o excesso de pelos. Costumam ser prescritos contraceptivos orais com estrogênio e progestina, supressores de andrógenos, esteroides de baixa dosagem, fármacos que reduzem os níveis de insulina e creme à base de eflornitina para diminuir o crescimento de pelos no rosto feminino.
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Procedimentos estéticos
É possível adicionar intervenções estéticas ao tratamento. Lâminas, que cortam o pelo rente à pele, ou cremes depilatórios, que dissolvem a parte externa, são métodos caseiros de depilação que não alteram a estrutura do pelo, que volta a crescer rapidamente.
Depilação com cera e depiladores elétricos produzem resultados também temporários, mas um pouco mais duradouros, já que os pelos são removidos pela raiz.
Se a preferência for por procedimentos definitivos e que diminuam a quantidade de pelos ao longo das sessões, as alternativas são eletrólise, luz pulsada e depilação a laser.
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