O que é mastologista? Entenda o que faz esse profissional
10/10/2022
Você sabe o que é um mastologista? Esse profissional, muitas vezes associado exclusivamente ao câncer de mama, é o especialista que trabalha com a saúde da mama e as doenças específicas da região. Neste conteúdo, vamos tirar as suas dúvidas sobre quando procurar esse médico e quais são as situações que cabem a ele.

O que faz um mastologista?
Como explicamos, o mastologista é o médico especialista responsável pela saúde das glândulas mamárias. Isso significa que qualquer doença ou complicação que esteja relacionada a essa área, é da alçada dele.
Apesar da figura desse profissional ser bastante conhecida por conta do câncer de mama — e, de fato, ele é essencial para o tratamento da doença —, o mastologista também cuida de infecções, inchaços, nódulos, dores, desconfortos e outros problemas.
Qual a diferença entre o mastologista e o oncologista?
Talvez você esteja se perguntando qual a diferença entre o oncologista e o mastologista, já que este último é importante durante o tratamento do câncer de mama.
O oncologista é o médico que estuda diversos tipos de câncer e é ele quem prescreve o tratamento. Isso significa que esse especialista pode atender pessoas com outras categorias da doença, como o tumor no cérebro ou neoplasia no pulmão.
Já o mastologista, como explicamos, atenta-se especificamente às doenças da mama. Diferentemente do oncologista, ele atua na área de cirurgias dessa região, por exemplo.
Durante um tratamento de câncer, ambos os profissionais trabalham juntos, trocando informações da especialidade de cada um e encontrando os melhores caminhos para a paciente.
Quais são as doenças da mama?
Quando o assunto são doenças mamárias, o câncer é a mais conhecida. Além dela, existem outras complicações que podem surgir na glândula e gerar bastante incômodo para a paciente. Confira, agora, quais são essas situações:
Câncer de mama
O câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todo o mundo e o maior motivo de óbito desse grupo, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Quando a doença é diagnosticada de forma precoce, ela tem boas chances de tratamento, o que resulta em um prognóstico bastante positivo.

Existem diferentes tipos de câncer de mama, alguns desenvolvem-se lentamente, enquanto outros já são mais rápidos no crescimento. Por isso, é importantíssimo que mulheres fiquem atentas aos sinais, façam o autoexame sempre (independentemente da idade) e cuidem bem da saúde.

Os sintomas mais comuns da doença são:
- Caroço fixo e, na maior parte dos casos, indolor (esse é um dos sinais mais comuns);
- Pele da mama com coloração avermelhada, retraída ou textura semelhante a casca de uma laranja;
- Alterações no mamilo;
- Pequenos nódulos nas axilas ou pescoço;
- Saída de líquido anormal das mamas.
Caso note alguma dessas alterações, procure o quanto antes o mastologista! Esses sinais não necessariamente indicam a presença de um câncer, entretanto, não devem ser ignorados em hipótese alguma.
Mastite
A mastite é muito comum em mulheres que estão no período de amamentação, no pós-parto, e é caracterizada como a inflamação dos tecidos da mama e, por vezes, pode estar associada à infecção bacteriana.
O excesso de leite na mama pode ser um dos grandes responsáveis pela mastite, já que ele obstrui os canais e leva a inflamações. Nesse caso, o ideal é manter o aleitamento materno, para auxiliar na melhora do caso.
Os sintomas de mastite são:
- Inchaço e dor na mama;
- Febre;
- Queimação;
- Vermelhidão;
- Calafrios.
Cistos mamários
A descoberta de um cisto mamário pode assustar, mas a boa notícia é que eles são benignos e isso significa que não são cânceres! Essas massas são compostas de líquido e, na maior parte das vezes, só são notadas por meio do autoexame de mama.
Não há uma explicação muito certa sobre o motivo do surgimento dos cistos, mas eles são bastante comuns e, geralmente, surgem a partir dos 35 anos.
Na maior parte dos casos, os cistos não apresentam nenhum sintoma, mas pode ser notada a presença de alguns carocinhos na mama.
Fibroadenoma
O fibroadenoma é um tipo de tumor na mama, mas de característica benigna. Ele é mais comum em mulheres abaixo dos 35 anos e em idade reprodutiva. Ainda não se sabe totalmente qual o motivo do surgimento dele, mas os médicos associam aos hormônios da faixa etária.
Diferente do nódulo do câncer de mama, que é irregular, o do fibroadenoma é bem definido, móvel e indolor.
Os sintomas, assim como no caso dos cistos, são praticamente inexistentes, já que o fibroadenoma é indolor. Porém, no autoexame, ele pode ser percebido.
Doenças fibrocísticas da mama
Apesar de ser benigna, é muito importante ficar atenta. A doença fibrocística da mama aumenta os riscos de câncer de mama e, portanto, não deve ser ignorada. Fique atenta aos seguintes sintomas: dor, presença de nódulos sensíveis e palpáveis.

Dor mamária
A dor mamária é extremamente comum e pode acontecer por diversas causas, como período menstrual, uso de sutiãs inadequados, gestação, amamentação, entre outros. Em geral, ela não é preocupante, mas, caso ela seja persistente (com duração acima de um mês), é importante buscar por um médico.
Grande parte dos casos também não precisam de tratamentos específicos, já que tendem a passar com o tempo. O ideal é que o seu mastologista avalie, entenda a causa e receite a melhor opção para você.
Quando procurar um mastologista?
Os sintomas de que algo está errado com a mama jamais devem ser ignorados. Como você pode ver, o surgimento de nódulos é presente em quase todas as doenças, o que pode gerar mais dúvidas e nervosismo. Na dúvida, é mais do que importante buscar ajuda médica.
Marque a sua consulta com o mastologista se:
- Surgiram nódulos nas mamas
- Houve aumento delas
- A pele da região está com vermelhidão
- Se houver saída de secreção dos mamilos
- Dores
Não ignore nenhum dos sinais. Lembre-se: o diagnóstico precoce é a melhor forma de ter um bom prognóstico de uma doença.
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