Menstruação com coágulos: causas e como lidar com o quadro
Atualizado em: 16/12/2022
O ciclo menstrual é completamente natural e estará presente ao longo da vida reprodutiva de todas as pessoas com útero, sejam elas mulheres, homens transsexuais ou pessoas não-binárias. Em cada indivíduo, a fase folicular (período da menstruação) pode variar, tanto na intensidade do fluxo quanto na duração.
A menstruação com coágulos, por exemplo, é bastante comum em pessoas que possuem um fluxo mais intenso. Contudo, essa característica também pode indicar outros quadros, como miomas e endometriose.
Por isso, é imprescindível que pessoas com útero visitem ginecologistas regularmente e, caso perceba qualquer anomalia em seu ciclo, procure ajuda especializada. Para saber mais sobre o assunto, as possíveis causas da menstruação com coágulos e quando o auxílio médico é essencial, continue a leitura deste conteúdo!

Menstruação com coágulos: possíveis causas
Dentro das variações consideradas “normais”, o fluxo menstrual da pessoa com útero pode ser classificado como leve, moderado ou intenso. O período da fase folicular, especificamente, varia de três a oito dias. Se tratando da perda sanguínea, os padrões são entre 30ml e 80 ml (de 6 a 16 colheres de chá).
Nesse contexto, a menstruação com coágulos pode ser nada além de uma característica do fluxo mais intenso. Também é importante levar em consideração que, ao longo da vida fértil, a pessoa com útero pode apresentar mudanças nesses padrões, principalmente após a menarca e quando a menopausa se aproxima.
Para quem enfrenta a menstruação com coágulos tomando anticoncepcional, uma possibilidade é que ela ocorra devido ao período de adaptação do organismo ao medicamento. Se o quadro persistir por muito tempo, procure um ginecologista para avaliar a situação e indicar a troca ou interrupção do tratamento.

Contudo, se você está enfrentando uma mudança brusca no seu ciclo, é muito importante procurar ajuda médica e investigar as causas. A menstruação com coágulos, além das possibilidades já citadas, pode indicar quadros como endometriose, presença de miomas ou pólipos, anemia e até mesmo aborto espontâneo. A seguir, falamos mais sobre cada um desses fatores.
Endometriose
A endometriose é uma doença que provoca a migração do tecido endometrial para outras regiões além do útero, como os ovários, tubas uterinas e cavidade abdominal. O endométrio é a mucosa que abriga o óvulo fecundado e, em condições normais, localiza-se na parede do útero.
Durante a menstruação de uma pessoa que não possui endometriose, essa camada é eliminada, caso a fecundação não ocorra.
A menstruação com coágulos, quando acompanhada de cólicas muito fortes, pode ser sinal de endometriose uma vez que um dos sintomas da doença é, justamente, o aumento e irregularidade do sangramento.

Miomas ou pólipos
Miomas e pólipos são tumores benignos e nódulos que se instalam na parede do útero. Eles causam dores abdominais e podem não só aumentar o fluxo menstrual, mas provocar sangramentos fora do ciclo. Nesse contexto, o aumento da quantidade de sangue também pode gerar coágulos.
Veja também: Miomas, pólipos e cistos — como afetam a saúde da mulher?
Anemia ferropriva
A anemia ferropriva é caracterizada pela deficiência de ferro no sangue. Esse quadro altera a capacidade de coagulação do organismo. Por isso, há possibilidades de que uma pessoa com útero que tem anemia apresente mais pedaços gelatinosos de sangue.
O diagnóstico da anemia ferropriva é realizado pelo exame de sangue e os tratamentos incluem suplementação e mudanças da dieta. Em todo o caso, consulte um médico especialista, como um nutrólogo, para investigar a questão.

Dispositivo intra uterino (DIU)
O DIU é um método contraceptivo que fica alocado na parede do útero. No primeiro ano de uso, ele pode causar mudanças no comportamento menstrual. Os principais sintomas conhecidos são o aumento das cólicas menstruais e do fluxo sanguíneo. Consequentemente, a formação de coágulos de sangue também é comum.
Nesse caso, o fluxo tende a se regularizar ao longo do tempo. Entretanto, é importante que você comunique essas mudanças fisiológicas para seu médico ou médica ginecologista. Isso porque, se a situação não melhorar, a remoção do dispositivo pode ser indicada.
Aborto espontâneo
No primeiro trimestre da gestação, o aborto espontâneo ocorre com a expulsão de um coágulo de sangue, onde o feto está alocado. Além disso, é provável que haja sangramento intenso e contínuo.
Para confirmação, é necessário realizar um exame beta hcg. Em todo o caso, ao observar sangramentos intensos durante a gestão, procure ajuda médica imediatamente.

Quando procurar auxílio médico?
Se os coágulos de sangue nunca fizeram parte do seu ciclo menstrual, recomendamos que você visite um médico ginecologista para investigar a questão. Por mais que essa seja uma característica comum de fluxos intensos, ela pode, de fato, indicar outros problemas.
Caso os coágulos sejam acompanhados de cólicas fortes e dores abdominais, também é importante ir ao médico e realizar exames de imagem, como a ultrassonografia uterina, para avaliar possibilidades como endometriose e miomas.
Pessoas gestantes que apresentarem sangramentos com coágulos devem procurar ajuda médica o mais rápido possível, para evitar problemas graves como hemorragias.
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