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Hanseníase: causas,sintomas e tratamento

Saúde

Atualizado em: 21/12/2020

Por Criz Campos

Anteriormente conhecida como lepra, a hanseníase é uma doença infecciosa, transmissível e considerada um problema de saúde pública no Brasil. A transmissão acontece por via respiratória, quando existe uma convivência muito próxima e prolongada. Causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, a hanseníase atinge, principalmente, os nervos periféricos, olhos e pele. A doença pode atingir pessoas de qualquer sexo e idade e pode se desenvolver lenta e progressivamente. Quando não tratada, pode ainda causar deformidades e incapacidades físicas e até irreversíveis.

De acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde em 2019, o Brasil é segundo país com o maior número de casos no mundo, ficando atrás apenas da Índia. Foram diagnosticados 23.612 casos novos, sendo 1.319, o que equivale à 5,6%, em menores de 15 anos. O Mato Grosso é o estado com o maior número de casos novos, 3.731, seguido do Maranhão, Pará e Pernambuco, com mais de dois mil casos cada um.

Os sintomas se apresentam como manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras pouco visíveis e irregulares, com alteração da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato, perda de pelos e também falta de transpiração. Quando o nervo de uma área é afetado, acontece a dormência, perda de tônus muscular e encolhimento dos dedos, afetando o desenvolvimento e gerando incapacidades físicas. Nas fases agudas, podem surgir ainda caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.

A boa notícia é que a hanseníase tem cura. Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais rápido e fácil será o tratamento, que varia de seis meses à um ano e é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver normalmente na sociedade. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, bem como o exame clínico e a indicação de vacina para melhorar a resposta imunológica. Uma alimentação adequada, com hábitos saudáveis, sem álcool e a prática de atividade física, além de higiene são também importantes.

Fontes: Minha vida e Ministério da Saúde