Esquizofrenia: Saiba tudo sobre essa doença
Atualizado em: 22/09/2021
Por: Criz Campos
Os transtornos mentais têm apresentações diferentes. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde “eles são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamento anormais e que também podem afetar as relações com outras pessoas”.
A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico comum. “É uma doença crônica, que acomete cerca de 1% da população mundial. Geralmente inicia-se na adolescência ou no início da vida adulta, por volta dos 20 anos”, destaca o psiquiatra Renato Ferreira Araujo.
Muitas famílias sofrem com parentes que têm esquizofrenia e não sabem como lidar com a doença para além do uso de medicamentos antipsicóticos, por isso trouxemos mais informações sobre essa doença.
Sintomas da esquizofrenia:
- Delírio
- Alucinação
- Sensação de escutar vozes
- Mania de perseguição
- Isolamento social
- Falta de capacidade de realizar tarefas
- Falta de motivação
- Alteração na afetividade
A esquizofrenia não tem cura e sim controle “com tratamento medicamentoso e multiprofissional, com acompanhamento psicoterápico e terapia ocupacional, por exemplo”, completa o médico.
A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica com sintomas muito incapacitantes
Fatores de risco da esquizofrenia:
As causas da esquizofrenia ainda precisam ser mais investigadas, mas há alguns gatilhos importantes.
- Genética
- Uso de drogas
- Infecções virais na gestação
- Convulsão na infância
- Pancadas fortes na cabeça
- Desnutrição
- Migração
- Alteração no comportamento
- Pensamento desorganizado
- Falta de atenção
- Falta de concentração
Quem tem um familiar com esquizofrenia têm mais chances de desenvolver a doença.
Não existe um sintoma específico da esquizofrenia e sim um conjunto de sintomas. Vale lembrar que os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, por isso é importante que o médico psiquiatra seja procurado assim que eles aparecerem.
Tipos de esquizofrenia:
Esquizofrenia paranoide
A esquizofrenia paranoide é o tipo mais comum da doença.
Principais sintomas:
- Delírios
- Alucinações
- Ouvir vozes
- Alterações do comportamento (agitação, inquietação)
Esquizofrenia catatônica
Esse tipo de esquizofrenia não é tão comum e tem um tratamento mais difícil. É marcada pelo catatonismo, em que a pessoa não reage de forma correta ao ambiente.
Principais sintomas:
- Movimentos lentos
- Paralisia do corpo ( pode permanecer na mesma posição por dias até)
- Fala lenta ou ausência da fala
- Repetição de palavras ou frases ditas há pouco tempo
- Repetição de movimentos estranhos
- Careta
- Olhar fixo
Esquizofrenia hebefrênica
Nessa esquizofrenia predomina o pensamento desorganizado
Principais sintomas:
- Fala sem sentido, confusa
- Desinteresse
- Isolamento social
- Perda da capacidade de realizar atividades rotineiras
Esquizofrenia residual
Esse é um tipo crônico da doença. É quando os critérios para esquizofrenia aconteceram no passado, não estão ativos no momento, mas ainda há sintomas
Principais sintomas:
- Isolamento social
- Falta de iniciativa
- Expressão facial apática
- Falta de autocuidado
Esquizofrenia indiferenciada
Esse tipo da doença aparece quando há sintomas de esquizofrenia, mas eles não se encaixam nos outros tipos.
Cuidar da mente é fundamental!
Não tem hora e nem lugar para isso. Basta ter consciência de si, se perceber e dedicar um templo, exclusivamente para si. Pode parecer simples e, de fato, é. A questão é que na correria do dia-a-dia, muitas vezes priorizamos mais o trabalho, a casa, os amigos, os afazeres e esquecemos de nós mesmos.
Cuidar da pode ajudar a prevenir muitas doenças
Dicas para cuidar da saúde mental:
- Pratique atividade física regularmente
- Faça mais do que gosta
- Dedique um tempo só para você
- Medite
- Pratique o autoconhecimento
Tratamento:
- Medicamentos
- Apoio psiquiátrico
- Rede de apoio
O tratamento da esquizofrenia visa minimizar os efeitos da doença proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente. “Infelizmente a prevenção da Esquizofrenia é algo ainda incipiente.
Sabemos que pessoas com risco aumentado de desenvolver o transtorno (por exemplo: parentes com esquizofrenia na família) podem se beneficiar do uso precoce de antipsicóticos ou de intervenções psicológicas. Também sabemos que o consumo de cannabis é um fator de risco elevado para o desenvolvimento (desencadeamento) da Esquizofrenia, sendo assim, a restrição ao uso dessa substância em jovens seria uma medida preventiva desejável”, explica o psiquiatra.
Como lidar com a esquizofrenia?
Pacientes sofrem muito preconceito pela sociedade “de um lado pelo medo e não compreensão do transtorno mental, de outro por confundir muitos sintomas da doença como psicopatia e falta de caráter”, pontua Dr. Renato.
Para uma melhor convivência com esses pacientes, é fundamental que a família entenda a doença, daí a importância de uma conversa com um psiquiatra. “Entendendo melhor a doença, os familiares, poderão ajudar o paciente no tratamento, na sua re-socialização, individualidades, suas limitações e também suas potencialidades”, completa o médico.
"O acesso aos cuidados de saúde e aos serviços sociais capazes de proporcionar tratamento e apoio social é fundamental", destaca a Organização Mundial da Saúde.
A Esquizofrenia é uma doença muito séria e com alta taxa de suicídio.
O doente e a família sofrem muito e por isso o tratamento exige uma equipe multidisciplinar e envolvida tanto com o paciente, como com a família.
Atenção!
Vale ressaltar que “é mais vítima da violência, o paciente com transtorno mental e não o contrário, assim, o combate ao preconceito é fundamental na nossa sociedade”, alerta Dr. Renato.
AME
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Fonte: Renato Ferreira Araújo, psiquiatra.