5 formas de controlar a asma
Atualizado em: 16/07/2020
Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 235 milhões de pessoas asmáticas no mundo. No Brasil, a asma atinge cerca de 20 mil pessoas, entre adultos e crianças; sendo a doença respiratória a responsável por 400 mil internações ao ano, figurando a quarta causa de internações em nosso país.
E apesar de todo mundo já ter ouvido falar da asma, poucas pessoas sabem o que acontece no organismo de uma pessoa que sofre com uma crise asmática. A falta de ar, a tosse e o chiado no peito, tão comuns desse tipo de crise, são resultados da inflamação dos brônquios - os tubos que levam o ar até os pulmões. Com a inflamação dos brônquios e o cúmulo de muco na região, o asmático tem dificuldade para expirar e retirar o ar viciado de dentro do corpo, o que dá a sensação de sufoco ao paciente.
Outro mito comum quando se fala de asma, é sobre que grupo de pessoas a doença atinge. Apesar de ser conhecida como uma doença predominantemente infantil, a asma pode atingir pessoas de todas as idades e é comum que ela se manifeste em pessoas de uma mesma família. Mas existem formas simples de controlar a doença e evitar as crises, confira a seguir cinco dicas preparadas pelo Sempre Bem para te ajudar a conviver bem com a asma.
1. Tenha uma alimentação saudável e equilibrada
Os pesquisadores do Hospital Universitário Lausanne, na Suíça, comprovaram que alimentos ricos em fibras, como: grão de bico, verduras em geral, alimentos integrais; reduzem a reação do corpo aos alérgenos que causam as crises asmáticas. Os profissionais creem que as fibras criam um bom ambiente para a proliferação de bactérias boas o que, por sua vez, agem formando ácidos graxos que diminuem as inflamações. Em outras palavras, as fibras ajudam a diminuir o muco que se forma nos brônquios dos asmáticos.
2. Faça um teste para alergias
Um simples teste para alergias respiratórias pode ajudar a encontrar o causador das crises de asma, já esses testes o paciente é testado para um grande número de alérgenos como: ácaros, mofo, fungos, pelos de animais, etc. Depois de descobrir o que causa a alergia naquele paciente, fica mais fácil evitar situações e/ou locais que os envolvem.
3. Pratique exercícios físicos
Em um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) concluiu que pessoas asmáticas que praticam caminhada duas vezes por semana apresentam redução significativa em seus sintomas – em outras palavras, os asmáticos ficaram mais tempo sem ter episódios de falta de ar. Além disso, a pesquisa concluiu que os exercícios físicos também tornaram os asmáticos mais tolerantes ao alérgenos que desencadeiam as crises. Vale lembrar, porém, que as atividades físicas para os asmáticos devem ser prescritas por um médico.
4. Cuidado com os animais de estimação
Ao contrário do que muita gente pensa não são apenas os pelos dos animais de estimação que podem causar uma crise no asmático, mas a descamação da pele do animal e até a sua saliva e urina podem desencadear uma crise nesses pacientes, além de contribuírem para o descontrole da doença. Isso pode acontecer com aqueles pacientes que tem um componente mais alérgico em sua asma. Assim, é importante conhecer bem o próprio caso para que o paciente, juntamente com o médico, decida a respeito do acolhimento de um bichinho de estimação. Outra opção para essas pessoas é a adoção de animais que não tenham tanta relação com as crises como peixes ou tartarugas.
5. Não trate apenas as crises
Em casos de asma persistente, o tratamento deve ser contínuo, mesmo que não haja sintomas. Assim, os pacientes devem usar todos os dias o corticoide inalatório em doses que devem ser determinadas por seu médico. Assim, os pacientes não devem ter receio de usar a medicação uma vez que o uso irregular pode causa crises.