Logo Cuidar Bem

Ansiedade de separação: conheça sintomas e tratamentos

Bem-estar

06/02/2023

O transtorno de ansiedade de separação (TAS) é um distúrbio que acomete, na maioria, crianças. Entretanto, adultos também podem passar por isso. 

O quadro ocorre quando há um sofrimento real em momentos nos quais duas pessoas precisam se afastar, mesmo por períodos curtos. 

Continue a leitura e entenda o que é, as causas, os sintomas e o tratamento do transtorno!

O que é TAS?

TAS é a sigla para transtorno de ansiedade de separação, um medo intenso causado pelo afastamento entre pessoas com forte vínculo. Quem geralmente apresenta são bebês e crianças quando estão longe de indivíduos que amam, como pai, mãe ou outro cuidador.

A prevalência do transtorno é comum até os 12 anos, tornando-se menos frequente na adolescência. Porém, há casos do TAS em adultos, o que muda são as situações que levam aos sintomas.

Vale ressaltar que algum grau de ansiedade é comum, principalmente entre crianças muito pequenas. A questão é a intensidade e a frequência.

Banner para farmácia de manipulação da Pague Menos.

Quais as causas do transtorno de ansiedade de separação?

Não existe uma causa específica para a ocorrência do TAS. Porém, fatores ambientais e biológicos contribuem para o desenvolvimento. A primeira questão é a predisposição genética à ansiedade, que não leva sozinha ao avanço do quadro, mas auxilia.

A criação das crianças também deve ser considerada. Se ela cresce em um ambiente superprotetor, em que seus desejos e sentimentos são abafados por uma necessidade dos pais de ficarem resguardando os filhos o tempo todo, é possível que elas fiquem mais ansiosas num momento de separação.

Outra causa relevante é o acontecimento de evento traumático ou situação que gere estresse, como:

Pai abraça filha com ansiedade de separação ao sair de casa. Mãe está ao fundo, sentada no sofá.
O desenvolvimento do TAS se inicia em bebês e crianças.

Ansiedade de separação e os sintomas 

O TAS é caracterizado pela intensidade do sentimento, como se fosse uma perda muito grande, mesmo que seja uma ausência momentânea. O transtorno apresenta sintomas comportamentais e físicos, manifestados de formas diferentes em cada época da vida.

Entenda as particularidades do TAS em bebês, crianças e adultos!

Ansiedade de separação em bebê

Um bebê compreende que não é um ser conectado a sua mãe a partir do quarto mês de vida. Por isso, ao perceber que ela não está por perto, ele pode chorar. 

Esse é um comportamento que sinaliza que algo não está certo, uma comunicação de alerta. Irritação e falta de apetite são questões físicas desencadeadas em bebês com TAS. 

Ansiedade de separação infantil

Já as crianças exprimem o TAS para além do choro que um bebê faz. Alguns dos sintomas comportamentais são:

  • Choro excessivo.
  • Comportamento violento.
  • Recusa a ir para escola.
  • Implorar para que os pais não saiam.
  • Rejeita realizar atividades sem os pais.
  • Cenas dramáticas, em geral.
  • Dificuldade de dormir e recorrência de pesadelos.

Fisicamente, os pequenos podem desenvolver dores de cabeça e barriga, náusea e vômito. Quanto maior a ansiedade, mais intensos são os sintomas.

Ansiedade de separação em adultos

O transtorno de ansiedade de separação em adultos é menos comum, mas existe. Ele se inicia na infância, atravessa a adolescência e persiste até a maioridade. 

O foco deixa de ser apenas os pais e passa a ser situações da vida. É comum essas pessoas terem dificuldade de lidar com encerramentos, seja do fim da escola ou faculdade, até a aspectos como morar e viajar sozinho. 

Há dificuldade em lidar com separações de objetos, animais, amizades, filhos e cônjuges. A questão principal é o medo de ficar sozinho, um temor imenso à solidão. Fisicamente, eles podem sentir palpitações e tonturas, além de angústia.

Homem branco sentado no chão em frente a um sofá cinza. Ele olha para o celular e está espressão triste, com uma mão na cabeça.
É incomum que essa ansiedade passe da adolescência, mas adultos podem carregar o transtorno.

Qual o tratamento para transtorno de ansiedade de separação?

O TAS pode, sim, ser tratado e a questão principal são os comportamentos. Por isso, aos bebês existem práticas para evitar a dependência. Para crianças, adolescentes e adultos, o acompanhamento de um psicólogo é essencial. 

Bebês

A ansiedade é comum nos primeiros meses de vida, e os responsáveis devem usar táticas para que a separação seja suavizada. Uma das ações é evitar deixar o bebê sob cuidados de quem ele não conhece. Por isso, fique por perto para acostumá-lo. 

Quando o bebê começar a ter um pouco de autonomia (ao engatinhar, por exemplo), tome distância e deixe que ele vá descobrindo os ambientes sozinho. 

Brincar de se esconder e voltar, tapando o rosto, é algo saudável para que ele entenda como lidar com o sentimento de forma lúdica.

Criança, adolescentes e adultos

De acordo com o Manual MSD, a recomendação é a terapia cognitivo-comportamental. Ela pode envolver tanto apenas o indivíduo quanto a família como um todo, em sintonia.

É preciso que os pais entendam os sentimentos e como eles agem perante às crianças, já que isso pode ser umas das causas decisivas para a ocorrência do TAS.

Em casos graves, o psiquiatra pode receitar medicamentos para atenuar a ansiedade. Mas atenção! Ele só deve ser consumido se prescrito pelo especialista. A automedicação pode causar dependência e reações alérgicas.

A ansiedade de separação é uma sensação natural, principalmente em crianças. A intensidade é que caracteriza o transtorno. É fundamental que os pais se atentem ao comportamento e tracem estratégias para evitar que os pequenos estejam num ambiente favorável a esse desenvolvimento.

O acompanhamento de profissionais que cuidam da saúde mental é crucial para pessoas que saibam lidar e entender seus sentimentos. Quer continuar lendo sobre ansiedade? Então, clique na imagem abaixo e acesse nosso e-book!

Banner para e-book sobrea ansiedade e depressão, os males da sociedade contemporânea.