Tipos de desodorante: confira prós, contras e como escolher!
Atualizado em: 02/10/2022
Foi-se o tempo em que os tipos de desodorantes desempenhavam a única função de evitar os odores causados pela transpiração. Nos últimos anos, a indústria cosmética investiu nessa classe de produtos graças à demanda do público que busca, cada vez mais, itens funcionais, capazes de associar uma série de benefícios.
Foi a partir daí que passamos a encontrar desodorantes clareadores, hidratantes, antibacterianos, voltados para a prática de esportes, desenvolvidos para peles sensíveis e com outras funcionalidades associadas.
Neste conteúdo, vamos te explicar quais tipos de desodorantes existem e os prós e os contras de cada um para que você possa fazer uma ótima escolha!
Mas antes de começar, vamos entender o papel da transpiração. O suor, produzido pelas glândulas sudoríparas, é um importante regulador da temperatura corporal. Apesar da área das axilas produzir menos de 1% do suor total do nosso corpo, essa é uma região que costuma causar desconforto por conta do forte odor.
Ao contrário do que muita gente acredita, o suor é inodoro. O temido “cecê” ocorre devido à presença de bactérias na região, que digerem as proteínas e gorduras do suor e liberam substâncias responsáveis pelo mau cheiro.
Além de camuflar o odor, os desodorantes atuam absorvendo os desagradáveis compostos ou até mesmo inibindo a proliferação das bactérias. Vamos, então, ao assunto dos desodorantes!

Desodorante ou antitranspirante?
O desodorante age para tirar o mau cheiro nas axilas. Para isso, sua fórmula contém bactericidas que eliminam a proliferação de bactérias na região. Na composição desses produtos, costumamos encontrar parabenos (conservantes), triclosan (antisséptico) e fragrância.
O antitranspirante, por sua vez, atua na redução da produção de suor, obstruindo as glândulas sudoríparas apócrinas para o controle da transpiração.
Para que consiga cumprir com essa função, o produto traz na composição os sais de alumínio (cloridróxido ou cloridrato de alumínio), que evitam a produção de suor. Os antitranspirantes são recomendados por dermatologistas para pessoas diagnosticadas com hiperidrose, que é a transpiração excessiva.
- Veja também: A quantidade de suor que eu libero está correta?
A diferença básica entre desodorantes e antitranspirantes é justamente a presença dos sais de alumínio, compostos capazes de formar uma película na região, controlando o suor por algumas horas.
Quais tipos de desodorante existem?
Já explicamos que o desodorante tem a função de remover o mau cheiro das axilas. Agora, vamos conhecer os formatos disponíveis no mercado para o produto e detalhar os prós e contras de cada um para você decidir qual desodorante usar.
Aerossol
Liberado em formato de jato seco, devido à alta pressão do recipiente, o desodorante aerossol tem como pontos positivos a praticidade e a proteção instantânea.
Dentro da embalagem, são injetados o desodorante em si e o gás propelente, que impulsiona o produto para fora do recipiente, formando o jato seco.
Para usar, agite a lata e aplique a uma distância de 15 centímetros da pele. Faça aplicações curtas para que o jato não umedeça a área.
A desvantagem desse formato é a maior chance de irritação de peles sensíveis. Não é recomendado utilizar o aerossol quando há lesões na derme.

Spray
Este tipo de desodorante tem apresentação líquida e o produto é injetado na axila com pressão bem mais baixa se comparada com o aerossol.
Uma desvantagem é que pelo jato ser úmido, leva mais tempo para secar sobre a pele. O indicado é aguardar cerca de 1 minuto antes de vestir a roupa.
Creme
Possui textura cremosa, que lembra um hidratante corporal. Deve ser aplicado com os dedos nas axilas até a cobertura da região.
É a apresentação ideal para quem faz depilação com lâmina, por ser o desodorante mais hidratante desta lista. O ponto negativo é a forma de aplicação, que deve ser feita com os dedos, e é bem menos prática que as demais.
Roll-on
Possui uma esfera aplicadora que, ao ser movimentada, libera o desodorante para entrar em contato com a pele. Deve ser aplicado em movimentos suaves para cima e para baixo.
É considerada uma versão mais delicada por não conter na fórmula ingredientes que podem provocar irritação em peles sensíveis.
Uma desvantagem é que o contato direto da esfera com a axila pode favorecer a contaminação.

Stick/Bastão
O desodorante stick tem textura firme e é aplicado diretamente nas axilas. Tem apresentação em gel ou sólida.
O ponto positivo é o toque seco e o fato de cobrir toda a região das axilas. Por esses motivos, é um formato de desodorante ótimo para praticar esportes. Como desvantagem, é de difícil remoção e pode manchar as roupas.
Desodorante sem alumínio
Os desodorantes livres de alumínio são uma alternativa às pessoas com peles sensíveis e às que procuram fórmulas naturais.
Algumas pessoas procuram utilizar desodorantes sem alumínio porque ouviram que é mais seguro para a saúde, mas até agora nenhum estudo científico conseguiu comprovar a ligação entre o uso de produtos com o metal e o câncer de mama.
De qualquer forma, o desodorante sem alumínio tem a função de minimizar o odor corporal a partir de ingredientes que matam bactérias que causam o mau cheiro as axilas, entre eles o hidróxido de magnésio. Entretanto, ele não tem ação antitranspirante.
Leite de magnésia como desodorante
O leite de magnésia costuma fazer parte da rotina de higiene para combater o mau cheiro nas axilas, porque promove a alcalinização da pele e impede a proliferação de bactérias.
No entanto, não existe comprovação científica que o leite de magnésia trata o mau cheiro nas axilas. E embora seja vendido sem prescrição médica, o uso deve ser feito somente com indicação profissional.
Para quem sofre com transpiração excessiva, ou hiperidrose, aí vai um alerta: o leite de magnésia não reduz o suor. Para casos assim, o indicado é utilizar um antitranspirante, que cumpre com essa função.
Nos últimos tempos, a indústria vem lançando desodorantes com fórmulas mais simplificadas, isentas de alumínio, parabenos e triclosan, em consonância com o desejo das pessoas de levar uma vida mais natural.
A grande questão é que, até agora, nenhum produto do tipo foi capaz de reduzir a transpiração. Todos atuam somente controlando o odor. Sendo assim, não são indicados para quem tem hiperidrose.
Pessoas com suor excessivo devem buscar ajuda de um dermatologista para avaliar a presença de doenças associadas, como obesidade, distúrbios hormonais ou emocionais, infecções, neoplasias etc. O tratamento envolve medicação oral, substâncias manipuladas ou até aplicação de toxina botulínica na região.
Quem tem pele sensível deve evitar fórmulas alcoólicas e detergentes, dando preferência a produtos cremosos e hipoalergênicos. Opções dermatologicamente testadas possuem menos chances de desencadear reações alérgicas, uma vez que foram testadas sob controle de dermatologistas.
É importante ressaltar que a higiene das axilas vai além do uso de desodorantes ou antitranspirantes. Durante o banho, a região deve ser muito bem lavada com sabonete antisséptico; prefira usar roupas leves e de tecidos favoráveis à transpiração; faça esfoliação, uma vez por semana, para evitar o acúmulo de células mortas e capriche na hidratação.
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